terça-feira, 5 de setembro de 2017

O primeiro

Sou uma jornalista com sede de opinar, de mostrar a minha visão sobre as coisas do mundo. Eu tenho fome de escrever.
Há algum tempo tenho pensado em passar as minhas visões em palavras, sobre as coisas que observo no meu dia a dia - no trânsito, no trabalho, durante viagens, enfim, a maioria sobre as coisas que tenho desgosto e das quais tenho necessidade de partilhar.
Neste primeiro texto, decidi compartilhar uma das coisas que vem me preocupando cada vez mais: a falta de civilidade da nossa sociedade.
Desde fevereiro minha atual profissão é recepcionista de uma clínica de dois amigos meus. Nós vivemos brincando que as janelas grandes que ficam à minha frente são a minha televisão. É a partir delas que tenho observado a maior parte do meu dia a dia, de segunda a sexta-feira.
Do lado de fora, a garagem, a calçada, a rua, o movimento.

As janelas "televisão"
É um local de passagem, mas com algumas casas, clínicas e comércios sendo que, alguns deles, não possuem garagem, como nós.
Vira e mexe a nossa garagem está sem carro, por N motivos. E mesmo com a guia rebaixada, as pessoas teimam em parar na frente, mesmo com o portão aberto.
Quando eu vejo uma pessoa estacionando seu veículo aqui na frente e saindo de fininho, me sobe uma certa raiva, por mais que eu saiba que naquele horário ninguém entrará. Mas não é muita falta de senso observar as diversas placas aqui da frente, mostrando que trata-se de um consultório. O portão erguido, com uma vaga livre, não é para as pessoas notarem que não pode parar na frente? Fora a guia rebaixada da calçada. 
De acordo com o Art. 181 do Código de Trânsito Brasileiro - Lei 9503/97inciso X "onde houver guia de calçada (meio-fio) rebaixada destinada à entrada ou saída de veículos: Infração - média; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo;". 
Isso a gente aprende lá no CFC, quando vamos tirar a carta, aquele cursinho que todo mundo faz obrigado e "nem presta atenção porque é muito fácil de passar", de quantas bocas eu já não ouvi isso.
Tem muita gente sem vergonha, têm aqueles que, talvez, inocentemente parem seus carros sem perceber, acontece.
Mas é difícil, muito difícil saber quais atitudes devemos tomar. Em alguns casos, eu até deixo a pessoa estacionar, mas o correto não é avisá-la de que ali é um local que é proibido estacionar?
Eu, particularmente, acredito que nós podemos ajudar a tornar as pessoas civilizadas, informando que ali é um local de guia rebaixada. Portanto, em muitos casos, eu vou atrás da pessoa informá-la.
Em outros casos nós já chamamos as autoridades responsáveis para que tomem as devidas providências. 
É aí que nós temos uma certa esperança de que, talvez, as pessoas aprendam a ter um pouco de civilidade. 
Nós, meros mortais, sem autoridade, tentamos fazer a nossa parte. 
As autoridades devem fazer a sua também.
A população que sabe que tá fazendo coisa errada, deve botar a mão na consciência e pensar "a mudança, a melhoria começa por mim". 
E por aí vamos. Segue o baile! 


O primeiro

Sou uma jornalista com sede de opinar, de mostrar a minha visão sobre as coisas do mundo. Eu tenho fome de escrever. Há algum tempo tenho...